Dor de parto?

A dor de parto é a mais temida entre as mulheres, especialmente as futuras mamães. Muitas não querem nem saber de senti-la e já optam pela cesárea. Mas saiba que a dor não é tão má assim. Entenda por que ela pode ser sua aliada no momento do nascimento do bebê.

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Como é a dor de parto?

A dor de parto pode ser dividida de acordo com os três momentos que envolvem o nascimento: a dilatação, a expulsão do bebê e a expulsão da placenta.  Durante o período de dilatação, que costuma durar entre 6 e 12 horas, a sensação é semelhante a uma cólica menstrual. “Começa de fraca intensidade e com grandes intervalos entre uma contração e outra, depois essas cólicas ficam mais fortes e com espaços de tempo mais curtos. A dor ocorre porque há a contração da musculatura do útero para empurrar o feto”, explica a ginecologista e obstetra, Telma Mariotto Zakka, coordenadora do Comitê de Dor Urogenital da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. 

Quando a dilatação está completa, ou seja, chega aos 10 centímetros, entra em cena outro tipo de desconforto, o da expulsão do feto. “Neste momento a dor ocorre devido à pressão nos órgãos pélvicos, trata-se da compressão do assoalho pélvico pela cabeça do bebê”, explica o obstetra Marcos Nakamura, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A mulher também sente a vontade de empurrar.  “Trata-se de algo semelhante a quando a pessoa está em uma emergência para evacuar”, compara Zakka. Esta fase de expulsão dura em média de 20 a 40 minutos.

Após a chegada do bebê, ocorre a expulsão da placenta. Mas fique tranquila, pois uma placenta, que pesa cerca de 400 gramas, incomoda muito pouco. “Ocorre apenas uma cólica muito menos intensa do que no parto”, esclarece Nakamura. A mãe ainda pode sentir cólicas no primeiro dia após o parto, elas decorrem de contrações que o útero está fazendo para expulsar os restos de sangue e placenta, e acontecem também com quem fez cesárea.

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Dói muito?

A dor é um processo fisiológico do parto.  A sua intensidade varia entre as mulheres. “Porém, observamos que a mulher que se prepara para o processo do nascimento tolera muito mais a dor do que quem estava despreparada”, nota Nakamura.

 A dor do nascimento do bebê não é impossível de se aguentar. “Ela é suportável, afinal as mulheres no passado apenas tiveram filhos de parto normal”, constata Zakka. O corpo ainda ajuda a tolerar melhor este desconforto.  “Chega a um determinado ponto, geralmente no final da dilatação, em que o organismo responde ao estímulo da dor produzindo um hormônio chamado endorfina que irá amenizá-la. Em um ambiente tranquilo é comum que a mulher fique tão cheia da endorfina que parece que não está concebendo”, conta Nakamura.

A evolução das contrações, que aos poucos aumentam a intensidade e diminuem os intervalos, também preparam a mulher para os momentos de maior incômodo. “Eu sempre falo que a dor é uma amiga, que existe para fazer o bebê nascer. Ela é tão amiga que dá intervalos para ajudar a mulher a se recompor e se preparar para a próxima”, observa a doula Fadynha (Maria de Lourdes da Silva Teixeira), presidente da Associação Nacional de Doulas e professora do Instituto Aurora.

 

Por: Bruna Stuppiello
Crédito: http://bebe.abril.com.br

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