Os 12 primeiros meses do bebê

A lista de produtos para bebês é infindável. Há uma ampla cartela de opções em entretenimento, atividades e acessórios que prometem fazer bem ao bebê, tanto no campo do desenvolvimento como nos aspectos físico e emocional. Fora a lista de atitudes e “métodos” para fazer com o pequeno. Assim, muitas vezes, bate a dúvida: afinal, o bebê realmente precisa de tanta coisa? Para alívio das mães, a resposta é não, os bebês, surpreendem quando mostram que ficam felizes com coisas básicas. Veja 12 coisas simples que deixam mãe e bebê calmos, felizes e conectados nos primeiros doze meses juntos!

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Um mês: charutinho de bebê

Como uma nova mãe, sua paixão por seu bebê se iguala apenas ao seu desejo por uma noite de sono ininterrupta. Noites longas e cansativas são comuns no início, mas enrolar o bebê como um charutinho pode ajudá-lo a dormir melhor. Eles costumam gostar de ficar embrulhadinhos porque a sensação de contenção e o calor remetem ao ambiente intra-uterino, e por isso, se sentem mais acolhidos e seguros.

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Dois meses: carregador de bebê

Graças ao seu alto desenvolvimento vestibular (o sistema sensorial localizado na orelha) o bebê adora movimentos, como chacoalhar e balançar. “Se você quer acalmar um bebê novinho, você não deve ficar parada”, explica Lise Eliot, Ph.D, autora do What’s Going on in There?, How the Brain and Mind Develop in the First Five Years of Life, (O que está acontecendo ali: como o cérebro e a mente se desenvolvem nos primeiros anos de vida). Um carregador de bebê como sling ou wrap deixa o bebê relaxado e em movimento, e a mãe também se sente melhor por conseguir fazer algumas tarefas, como falar ao telefone ou ajeitar a casa. E, enquanto algumas pessoas podem dizer que o bebê ficaria mal acostumado por ser carregado no colo o tempo todo, as mães defendem: colo só faz bem e amor nunca é demais!

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Três meses: ficar de bruços

A Síndrome da Morte Súbita (SIDS) é maior em bebês que dormem de bruços, então, para dormir, a posição é desaconselhável, o ideal é que o bebê fique de barriga para cima. Mas, seu bebê gosta (e precisa) ficar um pouco de barriguinha para baixo. O pediatra David Burnham observou um dado curioso: conforme dormir de barriga para cima foi se tornando mais comum, os bebês parecem estar aprendendo a rolar e engatinhar um pouco mais tarde do que faziam antes”. Isso porque deixar o bebê de bruços ajuda a desenvolver estas capacidades motoras. Por volta dos três meses, seu bebê já conseguirá sustentar a cabeça e se apoiar nos cotovelos, então, deixe que pratique todos os dias um pouquinho. De três a dez minutos, duas vezes por dia, posicione o bebê de barriga para baixo, em uma superfície agradável e, para ficar mais divertido, coloque um brinquedo colorido na frente dele.

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Quatro meses: um espelho

Os bebês adoram observar as expressões faciais, da mamãe, do papai e, inclusive, as suas próprias. Aos quatro meses eles já têm controle muscular para levantar a cabeça e olhar ao redor, por isso, é uma ótima hora para colocar um espelho pendurado perto do berço ou à altura do bebê. Escolha um modelo seguro e deixe que ele se divirta com o entretenimento instantâneo, conhecendo este novo alguém! Alguns especialistas dizem que os bebês não reconhecem a própria imagem até os 18 meses, mas, ainda assim, o espelho é atraente para os mais novos. Ele pode não perceber que está sorrindo ou movimento o nariz, mas certamente vai notar que o bebê do espelho faz exatamente a mesma coisa, e, aos 4 meses, isso pode ser bem divertido!

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Cinco meses: Tempo de acalmar

Um dos erros mais comuns dos adultos nesta fase é achar que o bebê precisa estar sempre sendo estimulado. Como a criança está interagindo, respondendo quando é chamado e se interessando por tudo, os cuidadores propõe sequencias de ações com o bebê, e assim ele segue dançando, brincando, comendo, o tempo todo fazendo algo. Porém, o próprio excesso de estímulos pode o deixar irritado. “Se você está chacoalhando um brinquedo em frente ao bebê e ele olha para o lado e para baixo ou chacoalha os ombros, ele está dizendo que não quer, ele está pedindo um tempo” explica a professora de desenvolvimento infantil da Universidade de Michigan, Holly Brophy-Herb. Por mais que você queira que seu filho seja estimulado, é bom que ele tenha momentos de tranquilidade, em que possa apenas observar o ventilador girando no teto ou escutar o assobio dos pássaros. São oportunidades para acalmar, aquietar e não fazer nada. Quando se sentir pronto novamente para explorar, o próprio bebê se mostrará interessado em atividades.

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Seis meses: Uma babysitter

Se você até agora não deixou seu bebê sozinho com outro adulto nem por dois minutos, esta é uma boa hora para começar. A Ansiedade da Separação pode aparecer por volta dos seis meses, mas tem seu ápice entre 9 e 15 meses, quando o bebê reconhece rostos que são familiares. Então, antes de chegar aos nove meses, é bom que o pequeno vá conhecendo algum adulto que, mesmo não tendo o cheirinho da mamãe, também pode lhe dar segurança. Um parente, um vizinho de confiança que esteja disposto a ficar com ele por um tempinho pode ser de grande valia agora e, principalmente,nos próximos meses, quando você precisar ir a algum lugar só para adultos ou mesmo se quiser sair para um jantar com o marido.

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Sete meses: brincar de esconder

O que pode ser mais simples e mais divertido para um bebê de sete meses do que brincar de cadê e achou? O esconde-esconde faz todo o sentido quando eles estão com sete meses, eles conseguem acompanhar e reproduzir o esconde e aparece, e ficam muito fofos quando pegam um cobertorzinho para esconder seu rosto, não é? Além de divertido, esconder e achar ajuda o bebê a entender o conceito de impermanência dos objetos, passando a aceitar que as coisas continuam existindo mesmo quando não estão em seu campo de visão. Isso vale, inclusive, para os pais, assim, o bebê compreende que sua mãe está em algum lugar próximo, mesmo que não a esteja vendo.

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Oito meses: a rotina

Por volta dos oito meses, é bom ser flexível, mas não demais. De acordo com o Dr. Burnham, uma rotina previsível, algo como “café da manhã acontece entre 6 e 8 horas, a soneca entre 9 e 11” e assim por diante está relacionado à diminuição de hormônios de estresse, ou seja, mantém tanto bebê como mãe mais calmos. Najara Belo, bióloga e mãe de Eric, de 1 ano e 2 meses, confirma: “aprendi que meu bebê gostava de rotina pois ele ficava irritado se os horários mudavam muito. Ele come e dorme quase sempre nos mesmos horários. Acho que ele se sente seguro pois sabe o que vai acontecer.” Najara inclui a explicação cientifica: ” a rotina ajuda no ciclo biológico da liberação do hormônio cortisol e de crescimento, que são fundamentais para a criança.”

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Nove meses: brinquedos de empilhar

É grande a lista de brinquedos que fazem maravilhas e prometem estimular o desenvolvimento e o cérebro do bebê, mas, quando nos voltamos ao essencial, percebemos que brinquedos simples, como o bom e velho empilhador de argolas ou blocos são excelentes. Composto por uma haste em que se encaixam as argolas coloridas com furo no meio, de tamanhos diferentes, ele é tudo que o bebê precisa nesta fase. Por volta dos seis meses, treina sua habilidade de alcançar e segurar e, aos nove meses, começa a desenvolver a coordenação motora fina e a capacidade de coordenar o movimento das mãos com o dos olhos. Entre 8 e 12 meses, o brinquedo oferece a quantidade exata de desafio: ele conseguirá encaixar todos os anéis na base e terá uma deliciosa sensação de meta alcançada.

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Dez meses: Um objeto querido

Às vezes é um bichinho de pelúcia, em outras, uma boneca, ou mesmo um paninho ou cobertorzinho. O fato é que a criança se beneficia da acolhimento oferecido por um objeto específico, que dá segurança emocional e pode ser eficiente para ajudar o bebê a lidar com o estresse do seu dia-a-dia, como momentos de fome, sede, cansaço ou saudades dos pais. Mas, nem todas as crianças querem ter um objeto transacional (nome técnico do pertence de valor emocional), então, observe o que seu bebê sinaliza: se ele não tem um ursinho querido, mas está chupando o dedo ou se aconchegando em uma cobertinha quando fica triste, pode ser um bom momento para presentear com uma boneco querido. Melhor ainda se for um que você consiga lavar e secar rapidamente, para devolver antes que ele sinta falta!

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Onze meses: outros bebês

Nos primeiros meses, os encontros com outras mães com bebês são especialmente bons para as mães, que trocam experiências. É perto dos onze meses que os bebês começam a aproveitar estes momentos com outras crianças para interagir, brincar e imitar. Eles gostam da companhia dos outros, divertem-se descobrindo coisas juntos e podem até aprender algo novo por observação. Não precisa ser nada muito elaborado, basta incluir brinquedos e bebês!

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Doze meses: um bolinho de aniversário

Crianças de um ano são muito sensíveis aos sentidos, entendem o mundo a partir da experimentação, aprendem sentindo tudo. Então, um pedacinho de bolo que o bebê possa segurar e comer é perfeito para explorar sensações: intenso para amassar, fofinho ao espremer e gostoso no paladar. “Muitos pais não gostam que seus filhos brinquem com a comida e com as coisas da cozinha”, diz Dra. Jennifer Margulis, Ph.D., autora do livro Why Babies Do That: Baffling Baby Behavior Explained. (em tradução livre Por que os bebês fazem aquilo? Explicando comportamentos desconcertantes do bebê). “Mas, quando você deixa seu bebê enfiar a mão no bolo e levar um pouco do sabor à boca, você está deixando que ele naturalmente experimente, ele ficará fascinado por algo inédito, sem ser conduzido ou escoltado”. No aniversário, deixe seu bebê pegar, sentir e comer o bolinho e comemore este primeiro ano cheio de descobertas!

Por: Natura mamãe Bebê
Fonte e créditos: http://bebe.abril.com.br
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