Relações espaciais!

Os primeiros conhecimentos matemáticos estão ligados ao conceito de espaço. Por isso, é importante estimular o reconhecimento dessas relações desde a primeira infância. Sugerimos aqui algumas ideias para que você possa treiná-las com seus filhos nas experiências cotidianas.

Quando são adquiridas?

Desde o primeiro ano de vida, a criança estabelece relações espaciais por meio de suas vivências sensoriais. Por exemplo, experimenta o espaço bucal levando os dedos e objetos à boca, e o espaço ao seu redor por meio da visão e do tato.
Quando a criança começa a andar e a explorar o mundo à sua volta, compreende que existem múltiplas conexões entre os objetos. Um dos aprendizados desse período é que os objetos continuam existindo, apesar de estarem fora do campo de visão. O espaço se transforma em objeto de reflexão e a criança deixa de ocupar o centro da atenção. Entretanto, ela não conseguirá experimentar o espaço independentemente dos objetos percebidos.

Aos quatro ou cinco anos, quando começa a explorar o espaço próximo e distante, ela consegue incorporar as representações mentais das relações espaciais. Por exemplo, consegue pensar se a escola está longe ou perto de sua casa em função do tempo que leva para chegar a ela. Portanto, trata-se sempre de um raciocínio que surge da comparação com outras distâncias: de sua casa até o supermercado, da casa dos avós ao parque.

Noção de posição-orientação

A localização depende de uma análise perceptiva que atua por oposições e contraste (em cima-embaixo; na frente-atrás; dentro-fora; esquerda-direita).

Percebe-se antes a oposição de cada um dos termos de contraste. Em outras palavras, é mais fácil para uma criança aprender primeiro essas noções com um “jogo de opostos” do que pela avaliação isolada de cada item. Por exemplo, se queremos ensinar a relação dentro-fora, podemos propor que guarde seus brinquedos dentro de uma caixa, e imediatamente, pedir que os retire. Ao longo do tempo, com a repetição deste exercício, ela poderá abstrair cada uma das noções sem que precisem estar associadas.

Em cima-embaixo

Esta é uma descoberta que todas as crianças fazem de uma forma precoce: um objeto pesado cai. Para ensinar essa relação a seu filho, aproveite as situações cotidianas. Se estiver em casa, peça a ele que alcance um objeto que está em cima da mesa, e imediatamente depois, outro que esteja caído embaixo dela. Se estiverem subindo uma escada, indique que estão se dirigindo para cima, e quando descerem, para baixo.

O próprio corpo é um instrumento para incorporar essas noções. Você pode sugerir que a criança salte para cima e para baixo, acelerando o ritmo para aumentar a concentração.

Perto-longe

Com a aquisição desta noção, a criança descobre que um objeto próximo pode ser alcançado, enquanto outro que esteja distante está fora de seu alcance.

A acomodação visual e a visão binocular estão ligadas à percepção dessa dimensão, assim como o hábito de avaliar distâncias por meio do diâmetro aparente de um objeto.

Como vimos, esta é uma noção que se adquire de forma abstrata, em idade pré-escolar. Contudo, você pode treinar seu filho apresentando três objetos e perguntando se dois deles estão longe ou perto do terceiro. Outra forma muito divertida de incorporar o conhecimento é sugerir que lance uma bola a uma distância próxima ou distante de uma linha traçada no chão.

 

Direita-esquerda

Essa é a dimensão que é assimilada mais tardiamente, e está relacionada ao desenvolvimento da estrutura corporal e da lateralidade. Embora esta última se estabilize até os três anos, a aprendizagem das noções absolutas (direita-esquerda) e das noções relativas (à direita de, etc) ocorre bem mais tarde, e em alguns casos, não é dominada até a adolescência.

Existem várias situações cotidianas que podem ser aproveitadas para treinar essa noção. Por exemplo, você pode perguntar a seu filho em que mão escondeu um pequeno objeto: na direita ou na esquerda? Esta brincadeira encerra um desafio duplo: além de identificar as noções de direita e esquerda, a criança pode fazê-lo de forma espelhada, assumindo a posição de quem pergunta.

Fonte: Discovery kids

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