Brinquedo certo para idade certa!

Dimensões, cores, texturas dos brinquedos para bebês não deixam dúvida sobre a faixa etária a que se destinam. Mas para as crianças maiores não é tão simples escolher os brinquedos adequados. Não que faltem opções no mercado. Ao contrário, é o excesso delas que confunde, pois nem sempre os adultos têm clareza sobre o que é indicado para entreter e estimular uma criança a partir dos 3 anos. “Nessa fase a criança está com a linguagem mais desenvolvida, é muito curiosa, imaginativa e gosta dos jogos de faz-de-conta”, explica a pedagoga Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Estudos do Brincar da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “É uma faixa em que o mais importante é o jogo simbólico, que usa a imaginação”, completa a educadora Adriana Friedmann, autora do livro A Arte de Brincar (Editora Vozes).


Escolha com critério

Na hora da compra, os pais devem desestimular comparações com outras crianças e observar a faixa etária. Quando a escolha for da criança, um adulto precisa ler as informações na caixa para evitar frustrações: nem sempre o desenho externo corresponde ao conteúdo. E deve-se evitar ainda brinquedos com peças pequenas, que possam ser colocadas na boca ou no ouvido, pois mesmo a criança mais crescida usa muito os sentidos para explorar os objetos.
Uma cesta básica de brinquedos para crianças entre 3 e 5 anos deve incluir:

–  Miniaturas em geral – carrinhos, casinhas, bonecas, panelinhas, etc. Elas ajudam a criança a brincar de motorista, casinha, médico e, assim, representar os papéis sociais.
–  Fantasias – de personagens ou de roupas dos pais. Elas facilitam a incorporação dos papéis no jogo do faz-de-conta.
–  Artes plásticas – materiais como papéis, tintas, massinhas, giz de cera, lápis de cor. Ajudam a criança a se expressar e liberar a imaginação.
– Jogos de construção – são os blocos, que podem ser de madeira ou plástico. Desenvolvem o controle motor mais refinado e a percepção de espaço, equilíbrio.
– Jogos pedagógicos – os de memória, quebra-cabeças, dominós com bichos ou letras. Estimulam
desenvolvimento cognitivo e a compreensão das regras, que ainda devem ser simples.
–  Físicos – são os brinquedos que exigem participação física da criança, como triciclo, bicicleta, carrinho de rolimã, corda para pular, bola, pião, pipa.
Mas é preciso lembrar que a criança ainda gosta de atividades da fase anterior: arrastar objetos, colocá-los em caixas, encaixá-los. “Ela gosta também de movimento e deve brincar com água, areia, ao ar livre”, observa Maria Ângela Barbato.

Memória infantil

Brincar é essencial, pois é a linguagem própria da criança, por meio da qual ela se expressa, desenvolve a inteligência, resolve conflitos. E cabe aos pais ensinar a criança a brincar. “As brincadeiras existem há séculos, fazem parte do patrimônio humano, e os pais devem passá-las aos filhos”, diz a educadora Adriana Friedman. Segundo a especialista, em vez de comprar brinquedos caros, os pais fazem mais sucesso quando ensinam aos filhos as brincadeiras de sua infância. “Todos têm um repertório de brincadeiras. É preciso puxar pela memória”, diz.

 

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