Quando seu filho vai ler um livro sozinho

A última coisa que seu filho vai fazer com um livro em mãos é ler o texto. Primeiro, entre 1 e 2 anos, ele vai ver e reconhecer as imagens. A narrativa, com começo, meio e fim, ele vai perceber entre 3 e 4 anos. Aos 5 ou 6 anos é que ele vai compreender a história e seus conflitos, que se apresentam no começo e ganham um desfecho no final. “A leitura propriamente dita acontece entre 6 e 7 anos só depois que a criança estiver alfabetizada”, diz a educadora Maria José Nóbrega. Mesmo sendo professora e sabendo disso muito bem, Lilíoan Gadini, 27 anos, confessa estar um pouco ansiosa porque o filho, Ítalo, 6, ainda não lê. “Dá um medinho. Logo o filho da professora não consegue ler? Por enquanto está tranquilo, ele está no tempo, mas eu percebo que tenho um pouco de pressa”. Ela, que também é mãe de Pietro, 1 mês, sempre lê com o filho mais velho e conta que ele também lê para os pais, “do jeito dele”, o que é muito positivo para o processo de aprendizado da leitura. “Às vezes a família não aceita a interpretação da criança e isso complica as coisas. Não é preciso ficar perguntando ou tentar fazê-la alcançar sentidos que ainda não compreende, mas sim lidar com o que ela fala sobre o livro. E encorajar a criança a ler sozinha, mas sem deixar de lado o momento de ler junto, estar perto, e compartilhar”, afirma Maria José. Para facilitar as primeiras leituras, ofereça livros com letra de fôrma, também chamada de letra bastão, e pouco texto.

Para que tanta pressa?

Para ter sucesso, a leitura deve caminhar ao lado do brincar, da música, das artes, de mexer com terra, de correr. Além do mais, aprender a ler primeiro que outro não é passaporte para um futuro bem-sucedido. “Há pais que encaram esse momento como um ‘agora eu vou ver se meu filho é ou não inteligente’. Ele vive um processo, que exige tempo, paciência e disponibilidade de todos. Ansiedade só atrapalha e ainda pode esconder um problema real, como de visão, audição ou um distúrbio de aprendizagem”, diz Dora Pires dos Santos, coordenadora da educação infantil do Colégio Augusto Laranja. Fazer um exercício de futurologia ajuda. “A alfabetização é como começar a andar: quando vemos um grupo de crianças andando, você não sabe quem andou primeiro. Ler é o mesmo: uns começaram em março, outros em outubro, outros em novembro. Mas quando todos lêem, você não sabe quem leu primeiro!”, diz a psicopedagoga Renata Aguillar, coordenadora do Colégio Brasília.

 

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